Assim como diversas áreas que compõem a estrutura de uma sociedade, o cenário educacional possui deficiências.
Os métodos de ensino não dão conta das transformações do modo de comportamento e pensamento do aluno de hoje. Os discursos pedagógicos debatidos nas universidades na grande maioria das vezes nem chegam perto da realidade vivida pelos estudantes, e as políticas educacionais propostas pelo governo são insatisfatórias e não trazem um resultado imediato. E é claro, sem esquecer de mencionar o velho problema salarial.
Tudo isso faz com que os professores fiquem desmotivados, se sentindo impotentes diante dessa problemática e os alunos desinteressados, já que a escola não traz nenhum tipo de atrativo se compararmos à informática, as evoluções tecnológicas, um mundo tão colorido e movimentado.
Mas aí que fica no ar a pergunta, como adaptar e renovar o ambiente escolar se na prática não há nenhum esforço ou interesse em investir em uma política realmente voltada para o progresso cultural e educacional?
Pois de que vale um povo escolarizado se assim ele será menos manipulado? E, esse povo que já possui o governo como seu representante para que precisa “aprender a falar” se já tem quem fale em seu lugar? Quem necessita de voz nesse país? Alguém sabe me responder alguma dessas perguntas?
TRIBUTO AO LIVRO
(poeminha do prazer)
O sumo prazer humano,
Sente o ser que é seduzido...
Não apenas pela leitura,
Mas, sobretudo, pelo livro.
Porque o livro é o corpo,
E a leitura, o espírito...
Ser Criança
"Ser criança é acreditar que tudo é possível.
É ser inesquecivelmente feliz com muito pouco.
É se tornar gigante diante de gigantescos pequenos obstáculos.
Ser criança é fazer amigos antes mesmo de saber o nome deles.
É conseguir perdoar muito mais fácil do que brigar.
Ser criança é ter o dia mais feliz da vida, todos os dias.
Ser criança é o que a gente nunca deveria deixar de ser."
PROFESSORES APAIXONADOS

Professores professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo. Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.Não há pretextos que justifiquem, para os professores
apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato. Apaixonar-se sai caro!
Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista,dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria. Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito,das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão.
Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro. Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança. Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração. Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo.Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade.Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.